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Artrite Reumatoide – Causas, Sintomas, Diagnóstico, Tratamento

Artrite Reumatoide - Causas, Sintomas, Diagnóstico, Tratamento

Artrite Reumatoide – Causas, Sintomas, Diagnóstico, Tratamento

Você já deve ter ouvido falar na artrite reumatoide, ou simplesmente artrite, como é conhecida popularmente. Trata-se de uma doença autoimune, inflamatória e crônica, que afeta sobretudo as pequenas articulações das mãos e dos pés, ou seja, das extremidades.

Se não for tratada com eficácia, a artrite pode causar danos ao revestimento das articulações, o que acaba por provocar um inchaço doloroso, e em seguida a erosão dos ossos e até deformação do local.

A doença é o resultado do ataque do sistema imunológico contra os tecidos do próprio corpo. Existem muitas doenças autoimunes, e cada uma delas ataca uma parte específica do próprio corpo.

Elas são problemas um pouco mais complicados de resolver, já que não existe nenhum agente, como uma bactéria ou um vírus por exemplo, o corpo ataca a si mesmo, e por isso o tratamento é mais difícil. Não se desespere, tem como controlar.

Além dos problemas nas articulações, a artrite reumatoide pode alcançar outros lugares do corpo, como os olhos, pulmões, vasos e pele.

É um distúrbio comum nas pessoas entre 35 e 55 anos, mas pode acometer qualquer indivíduo, de qualquer idade.

Infelizmente, são as mulheres que sofrem mais com a artrite, porque dominam de quatro a cinco vezes mais o número de diagnosticados em comparação com os homens.

Além disso tudo, o problema atinge 1% da população, ou seja, uma a cada cem pessoas pode desenvolver.

O que causa a artrite reumatoide?

Ninguém sabe ao certo de onde veio e como funciona o mecanismo de crescimento da doença. Como é autoimune, o sistema imunológico confunde os tecidos saudáveis do corpo com agentes estranhos, e acaba prejudicando esses tecidos. Porém, infecções, genética, alterações hormonais e cigarro podem estar relacionados diretamente com a artrite.

Quais são os fatores de risco?

A genética, os fatores ambientais e as infecções são três possíveis fatores de risco, considerados importantes e dignos de alerta.

Principalmente a predisposição genética, porque algumas pesquisas revelam a contribuição dos genes em conjunto com outras causas no diagnóstico da artrite.

Apesar disso, não existem dados absolutos e concretos, o que sabemos é que a chance de uma pessoa desenvolver a doença ou não pode estar relacionada com demais parentes na família que tenham também.

Os hormônios também pode ser os responsáveis, justificando o dado de que a doença ocorre mais nas mulheres, justamente porque elas têm mais alterações hormonais ao longo da vida.

O interessante é que, em períodos de gravidez, as mulheres apresentam uma melhora clínica significativa.

Sintomas da artrite reumatoide

A doença pode avançar aos poucos, com uma ou outra articulação inchada e dolorida, geralmente no período da manhã, e que demora algumas horas para melhorar. Desde cedo esse inchaço vem acompanhado de rigidez, o que chamamos de artrite e sinovite.

Essa sinovite é a inflamação de uma membrana chamada sinovial, que fica na parte de dentro da articulação, envolvendo-a.

Os locais atacados ficam avermelhados, inchados e com uma temperatura mais alta, tudo isso sintoma de inflamação ou infecção. Além desses, a fadiga também se apresenta, a pessoa perde a força no local.

A tendência da doença é atingir as articulações menores em primeiro lugar, especialmente aquelas que ficam nas extremidades e que unem os dedos, tanto das mãos quanto dos pés.

Ao passo que a artrite vai se desenvolvendo, ela acaba por atingir outras articulações maiores, como o joelho, os tornozelos, cotovelos e até mesmo os quadris e os ombros.

Se a artrite atingir uma mão, ela vai atingir a outra também, e cerca de 90% dos pacientes têm as mãos comprometidas.

Portanto, preste atenção se estiver acontecendo com você a dor, o inchaço, e o calor nas juntas das mãos e dos pés. Acontece, geralmente, pela manhã e demora para sarar.

Alguns caroços podem aparecer também, sob a pele do braço, e ocorre a perda de peso, a fadiga e a febre.

Os sinais costumam variar de paciente para paciente, assim como o grau de intensidade deles, mas é um problema de altos e baixos; em alguns momentos os pacientes podem sentir bastante dor, e em outros pode parecer que eles nem têm a doença.

Diagnóstico da artrite reumatoide

Pode ser diagnosticada através do exame clínico, ou seja, é baseado no histórico do paciente e mais alguns exames complementares, como o exame de sangue, de imagem, eles podem ser determinantes para descobrir a artrite.

As provas que medem o fator reumatoide, anti-CCP, radiografias das articulações, e se necessário, ultrassonografias e ressonância das juntas.

Tratamento da artrite reumatoide

Como não há cura para a doença, há uma série de tratamentos que ajudam a controlar, reduzir as inflamações, diminuir a dor e evitar a fadiga.

O dano nas articulações pode ser sério se a pessoa não seguir as recomendações médicas.; a terapia ocupacional, tratamentos naturais e a fisioterapia são duas técnicas importantíssimas para proteger e prevenir danos nas articulações – no caso de já haver algum dano mais sério, será necessário marcar uma cirurgia.

O tratamento pode ser feito com os seguintes medicamentos: anti-inflamatórios não esteroides, esteroides, drogas antirreumáticas sintéticas, drogas antirreumáticas biológicas e imunossupressores.

Esses últimos são mais delicados porque depreciam o sistema imunológico, e são portas de entrada para doenças oportunistas, como o resfriado e a tuberculose por exemplo.

Outro tratamento indicado bastante e na quase totalidade dos casos é a fisioterapia, principalmente em períodos de crise.

A cirurgia só será indicada em casos mais graves, que não contaram com o tratamento correto ou então que a doença tenha avançado muito rápido.

A cirurgia passa a ser uma opção quando os medicamentos não estão dando conta do recado sozinhos. As cirurgias feitas, para casos de artrite reumatoide, são: substituição total da articulação, geralmente mais no quadril e no joelho, sinovectomia, que se trata da remoção do revestimento da articulação, e a artrodese, que une dois ou mais ossos para que as articulações sejam imobilizadas permanentemente.

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