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Câncer de Mama: tipos, riscos e recomendações.

Câncer de mama

Câncer de mama

 

O câncer de mama é o tipo de neoplasia que mais atinge as mulheres, no mundo inteiro.

É uma doença que, por sua gravidade e incidência, conta com uma série de ONGs, campanhas e pessoas famosas as quais se comprometem com as causas e prevenções, divulgando a importância da doença e o que ela pode causar a uma mulher se ela não prevenir ou se não se tratar.

O tumor maligno se desenvolve na mama por causa de alterações genéticas nas células e passam a se dividir de forma descontrolada e desorganizada.

As células mamárias crescem e formam um nódulo, que pode ser percebido no autoexame ou então em consultas ginecológicas periódicas.

Os homens também podem sofrer com o câncer de mama, mas a maioria expressiva dos pacientes é composta por mulheres; a cada homem com câncer de mama, existem cem mulheres.

São 1,38 milhões de novos casos por ano e 458 mil mortes de acordo com a Organização Mundial da Saúde.

Outros números preocupantes são da Sociedade Brasileira de Mastologia, que mostram que uma em cada 12 mulheres terão um tumor nas mamas até os 90 anos.

Assim como os exames preventivos ao câncer de colo do útero, o autoexame e as consultas ao ginecologista também precisam de uma atenção especial.

 

Câncer de mama triplonegativo

Câncer de mama triplonegativo

 

 

Tipos de Câncer de Mama

 

As modalidades, digamos assim, de câncer nas mamas, dependem de quatro fatores específicos: se o tumor é invasivo ou não, o tipo histológico, a avaliação imunoistoquímica e sua extensão ou estadio, como também é conhecido.

O câncer invasivo acontece quando a membrana que fica em volta do tumor se rompe e as células malignas se espalham pelo organismo, podendo atingir outros órgãos; já o câncer não invasivo se classifica como aquele em que essa membrana permanece intacta.

O câncer não invasivo também é conhecido como in situ, e as células cancerígenas permanecem dentro do nódulo.

Todo in situ tem possibilidade de se tornar invasivo, principalmente quando não é tratado.

O segundo fator, que é a avaliação imunoistoquímica, se trata de verificar se o tumor tem receptores hormonais.

Até 70% dos casos apresentam esses receptores, e a função deles é atrair um determinado tipo de hormônio, a fim de auxiliar na divisão das células malignas, piorando o quadro de neoplasia.

Existem três tipos de receptores: o de estrógeno, o de progesterona e o de HER-2.

O tipo histológico vai dar uma especificação do câncer, de acordo com as classificações determinadas pela medicina.

Tais classificações se dividem em: carcinoma ducta in situ, carcinoma ductal invasivo, carcinoma lobular in situ, carcinoma lobular invasivo, carcinoma inflamatório e Doença de Paget.

A extensão ou estadio se trata do estágio em que se encontra a enfermidade.

Os números vão de 0 a 4, sendo esta uma ordem progressiva de gravidade.

No Brasil, infelizmente, de 60 a 70% dos casos são diagnosticados já nas fases 3 e 4.

 

 

Fatores de Risco do Câncer de Mama

 

Existe uma série de fatores que podem “ajudar” o desenvolvimento de um câncer nas mamas.

Um deles é o histórico familiar.

Parentes que sejam próximos, de primeiro grau, que já tiveram câncer de mama, são bons motivos para que você não perca nenhuma consulta com o médico.

O risco genético envolve não apenas os pais e irmãos, mas também a idade com que adquiriram a doença, a quantidade de pessoas na família que passaram pelo quadro, o grau de parentesco, além de outros tipos de câncer, como o de ovários.

A idade também se transforma em um fator de risco a partir dos 40 anos.

Mulheres entre 40 e 69 anos são as que mais sofrem com a doença, porque as alterações hormonais estão no auge durante esse período. A partir dos 50 anos o risco começa a diminuir, porém o cuidado ainda é necessário.

A menstruação precoce e a menopausa tardia também são outros fatores de risco importantes.

Tudo isso por causa dos hormônios; quanto mais cedo uma mulher começa a menstruar, por mais tempo os hormônios vão influenciar o organismo ao longo da vida, principalmente a exposição das glândulas mamárias ao estrógeno, que pode incentivar o crescimento desordenado e acelerado das células.

A lógica da menopausa tardia é a mesma; enquanto a menstruação não para, os ovários continuam produzindo estrógeno, deixando as mamas expostas aos hormônios.

Da mesma forma, a reposição hormonal durante a menopausa também é um fator que pode desencadear o aparecimento de células malignas.

A reposição é feita geralmente para diminuir os sintomas da menopausa, mas é preciso um certo cuidado e acompanhamento restrito.

Uma boa alternativa a esse tipo de tratamento é praticar exercícios físicos e manter uma dieta balanceada.

Nunca ter tido um bebê também é considerado um agravante; quando a mulher amamenta, ela estimula as glândulas mamárias e reduz a quantidade de hormônios.

Outros problemas que também ajudam são o colesterol alto, a obesidade, tumores anteriores e lesões nas mamas que não derivam do câncer.

 

 

Recomendações.

 

As mulheres que têm grande predisposição a desenvolver o câncer de mama podem realizar a mastectomia preventiva, ou seja, retirada completa dos dois seios para fins de prevenção.

É um procedimento extremamente invasivo, tanto física quanto psicologicamente e um acompanhamento médico e familiar é necessário.

Nós não sabemos qual é a importância de determinada parte do corpo, até que nos vemos na necessidade de removê-la.

Para as mulheres as mamas são um símbolo de feminilidade, de sensualidade, de maternidade.

É um grande baque tanto para ela quanto para a família receber a notícia de que ela está com câncer.

Por isso, existem atualmente uma série de campanhas, organizações não governamentais e grupos de apoio para pacientes nesse quadro.

Como última recomendação, sugiro que todos os leitores, sejam homens ou mulheres, realizem o autoexame, e incentivem suas esposas, amigas, filhas, avós, e todas as mulheres com quem se importam a consultar o médico pelo menos uma vez ao ano.

Vamos diminuir os números de mortes, de diagnósticos, vamos prevenir.

 

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