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Pâncreas – Função e Importância Orgânica

Pâncreas - Função e Importância Orgânica

Pâncreas – Função e Importância Orgânica

O pâncreas é um órgão não muito comentado no meio da medicina, apesar de ter uma importância vital para o organismo. Lembre-se sempre que, se há um órgão ou tecido em você, é porque ele já foi útil um dia ou será útil até você morrer.

O pâncreas na verdade é uma glândula que mede de 15 a 25 centímetros e fica localizada no abdômen, apertadinho entre o duodeno e o baço, atrás do estômago. Ele é dividido em cabeça, corpo e cauda.

Função do Pâncreas

A função do pâncreas se divide em duas responsabilidades; endócrina e exócrina.

A função endócrina se trata de produzir insulina, aquele hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue, enquanto que a função exócrina se encarrega da produção de enzimas as quais participam do processo de digestão e absorção alimentar.

Quando acontece algum problema com a glândula, o resultado será um distúrbio que afeta diretamente o metabolismo de um indivíduo, seja causando o diabetes ou questões com a digestão e absorção. Se uma pessoa tem diabetes, o pâncreas será, muito provavelmente, o responsável por isso.

Uma vez que dissemos onde fica, qual é o tamanho e aspecto e o que faz para o corpo humano o pâncreas, vamos conhecer quais doenças podem acometer esta glândula e o que fazer para se prevenir ou então se tratar.

Fibrose Cística

Também leva o nome de mucoviscidose, e é uma doença genética que afeta tanto homens quanto mulheres. O gene problemático é passado e precisa vir do pai e da mãe, mesmo que estes não desenvolvam a doença em momento nenhum da vida.

O gene é responsável pelas mudanças no transporte de íons pelas membranas das células, o que atrapalha o funcionamento das glândulas exócrinas que produzem o suor e enzimas pancreáticas por exemplo, estas serão mais espessas e mais difíceis de serem eliminadas.

Sintomas

A fibrose cística afeta, de forma direta e agressiva, as glândulas sudoríparas e os aparelhos digestivo e respiratório. O que acontece é que os ductos pancreáticos se obstruem por causa da secreção mais espessa e impede as enzimas digestivas de chegarem ao intestino.

A obstrução ainda pode causar uma inflamação no que diz respeito aos domínios do fígado, através dos ductos biliares. A bile, impedida de sair do fígado, pode acabar causando a inflamação.

Isso faz com que a pessoa tenha uma péssima absorção de nutrientes, mesmo que tenha uma alimentação saudável.

O paciente que tem fibrose cística vai muito mais vezes ao banheiro para evacuar e elimina fezes volumosas, de odor forte e extremamente gordurosas, justamente porque o corpo não conseguiu absorver os nutrientes.

Mesmo que esses dois problemas sejam relativamente graves, é o aparelho respiratório que mais sofre com a fibrose.

O pulmão vai produzir um muco mais espesso, que pode ficar preso nas vias aéreas e ser acometido por bactérias. Os sintomas são pneumonias de repetição, bronquite crônica e tosse com secreção produtiva.

As mulheres que têm fibrose cística, infelizmente, apresentam uma dificuldade maior para engravidar, porque o muco cervical mais espesso atrapalha a passagem dos espermatozoides.

Os homens, por sua vez, têm uma porcentagem de 98% esterilidade total, apesar de contarem com um desempenho e potência sexual normais.

Diagnóstico e Tratamento

Para descobrir se uma pessoa está sofrendo com a fibrose, o teste do pezinho, logo no nascimento, é um bom indicador e pode apontar alguma alteração. Pode revelar falsos positivos para os nenéns, mas os pais não podem subestimar o diagnóstico, é importante aprofundar os exames.

Outro teste é o do suor, específico para o diagnóstico da fibrose. Os níveis de cloro costumam subir quando o indivíduo sofre com a doença, e o suor fica mais salgado.Níveis superiores a 60 milimoles por litro, em duas dosagens, associados ao quadro clínico, indicam a presença do problema.

Existe ainda o teste genético, que identifica as variações mais frequentes da doença, já que as mutações do gene são inúmeras e os kits, padronizados. O teste costuma cobrir cerca de 80% dos casos.

O tratamento consiste, basicamente, na reidratação, reposição de sódio e garantir a nutrição do paciente, sem restrições a gordura e rica em calorias.

Ainda é necessária uma suplementação de enzimas pancreáticas para ajudar na digestão, reposição de vitaminas lipossolúveis, inalação diária com soro fisiológico, mucolíticos ou broncodilatadores, de acordo com as características da secreção, fisioterapia respiratória, e até mesmo prescrição de antibióticos no hospital ou em casa mesmo, no caso da instalação das bactérias.

Uma pessoa que tenha fibrose cística hoje não precisa se preocupar; o tratamento garante uma vida longa e de qualidade aos pacientes.

Pancreatite

A pancreatite é a inflamação do pâncreas, e pode ser de dois tipos; aguda e crônica.

A pancreatite aguda se refere a um processo inflamatório rápido e intenso, que provoca um aumento da glândula devido ao acúmulo de líquido, ou edema, como também é chamado.

O sintoma mais importante é a dor abdominal intensa, quase sempre começando abruptamente. Não há um começo de dor leve que vai aumentando gradativamente; ela já começa fortíssima. Dizem que é a segunda dor mais forte que uma pessoa pode sentir.

Os especialistas revelam que a principal causa da pancreatite, tanto aguda quanto crônica, é o alcoolismo. A ingestão desenfreada do álcool pode não fazer mal apenas para o fígado, mas para o pâncreas também. E mais: quem tem pancreatite crônica pode sofrer surtos de pancreatite aguda.

O tratamento da pancreatite é clínico, ou seja, não é necessária uma cirurgia, mas precisa de internação hospitalar.

O paciente precisa ficar em jejum, com hidratação apenas intravenosa, com soro. Nos casos agudos, não há medicamento que seja capaz de desinflamar o pâncreas, então o tratamento se baseia em esperar que a inflamação regrida sozinha.

Em 80% dos casos, o problema se resolve. Em 20%, evolui para formas mais graves da pancreatite, e pode lesionar outros órgãos.

Para as pessoas que desenvolveram a doença por causa do álcool, o aconselhado é não ingerir a bebida nunca mais, para não agravar o quadro e para não afetar outras regiões do corpo.

 

 

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