Estou com caroço na vagina.Que pode ser?

Estou com caroço na vagina.Que pode ser?

Estou com caroço na vagina.Que pode ser?

Recentemente algumas leitoras vieram nos perguntar sobre o que pode ser um caroço ou nódulo, como preferem os médicos, na região da vagina.

Leia-se por região da vagina os grandes lábios, pequenos lábios, interior e redores do genital.

Como trata-se de um sintoma, e não de uma doença em si, a presença de um caroço na vagina pode ser:

  • desde um crescimento anormal das células sem caráter cancerígeno,
  • até o câncer de vulva de fato.

Desde já indicamos que o melhor e mais correto é procurar um ginecologista.

Outra dica: não sofra por antecipação… Se você está com esta dúvida, vá ao médico e entenda o que está acontecendo com você o quanto antes.

Como já disse anteriormente, fica difícil dizer exatamente o que uma mulher tem só com este sintoma.

É preciso fazer uma série de exames e também consultar um especialista, que saberá a melhor forma de encaminhar um caso.

Porém, como nós não largamos de uma missão quando ela nos é dada, fomos atrás de todas as doenças e distúrbios possíveis que tenham alguma relação com um nódulo na região da vagina.

É só um caroço na vagina.

O corpo humano é uma grande incógnita e mesmo que a medicina tenha evoluído muito através dos anos, alguma coisinha sempre acaba ficando sem explicação.

As pessoas, de vez em quando, desenvolvem nódulos que não têm caráter maligno, não atrapalham, não doem e não fazem mal algum, simplesmente eles crescem e incomodam, por sua protuberância.

Isso pode acontecer na vagina, principalmente na região interna.

Às vezes os responsáveis são os hormônios, às vezes, outras substâncias.

O tratamento vai depender do médico, que pode examinar e resolver que não há necessidade de mexer naquele nódulo.

Ao mesmo tempo, algum outro profissional poderá optar por drenar o conteúdo do nódulo ou remover cirurgicamente.

Cistos vaginais.

Na maioria das vezes, são as glândulas ao longo da parede vaginal (internamente) que entopem, enchendo de algum fluido – dependendo do tipo de cisto; os de inclusão são causados por trauma.

Por exemplo, na hora do parto normal, quando uma mulher não está com a dilatação adequada para o bebê sair, os médicos fazem a episiotomia, que é um corte na vagina para que ela aumente um pouco de tamanho.

A episiotomia é um trauma, e posteriormente um cisto de inclusão (ou caroço na vagina) pode crescer.

Qualquer outra forma de trauma, como cirurgia ou relações sexuais, que podem machucar a parede da vagina, pode incentivar o crescimento de caroço na vagina.

Eles geralmente não causam outros sintomas, mas podem permanecer do mesmo tamanho ou crescer mais.

O cisto só vai doer – na maioria das vezes – se bactérias atingirem o seu entorno, causando uma infecção.

Os cistos podem se contaminar com as bactérias presentes na pele, ou então por doenças sexualmente transmissíveis.

Quando infectado, o caroço na vagina podem se transformar em abcessos, que são caroços cheios de pus, e isso dói bastante.

Como dissemos acima, não necessariamente os cistos precisam ser tratados.

Os médicos simplesmente acompanham seu crescimento e realizam biópsia para descartar o aspecto cancerígeno deles.

Já o tratamento de um cisto infeccionado, é necessário fazer uso de antibióticos – nunca por conta própria, consulte o médico.

É possível drenar um cisto também, se ele for grande demais.

As cirurgias também são outro caminho, caso o cisto incomode muito ou fique voltando a crescer, sempre que drenado.

As mulheres que tenham mais de quarenta anos são orientadas a remover o cisto cirurgicamente.

Já que a possibilidade de evoluir para um câncer é maior.

Depois do procedimento, raramente eles voltam.

Bartolinite.

As glândulas de Bartholin são duas glândulas que ficam na parte externa dos genitais femininos, uma de cada lado da vagina.

A função delas é lubrificar o órgão, principalmente na hora de ter relações sexuais.

A bartolinite é justamente a inflamação de uma ou das duas glândulas, e o tratamento é bem simples.

O que acontece às vezes é que o líquido que elas produzem acaba voltando para dentro da glândula, fazendo com que ela fique obstruída.

Em consequência disso, o resultado é o famigerado cisto de Bartholin.

Junto com infecção, que acarreta formação de pus e inflamação, a bartolinite aguda traz os sintomas mais comuns:

  • excreção de pus,
  • o carocinho,
  • dor na hora do sexo,
  • desconforto ao caminhar e sentar,
  • além de febre.

O tratamento se faz com:

  • tomar antibióticos para combater as bactérias,
  • banhos de assento,
  • drenagem cirúrgica,
  • marsupialização e
  • bartolinectomia.

Os banhos de assento são feitos com água morna, para aliviar a dor, em casa mesmo.

A marsupialização se trata da abertura cirúrgica do cisto e da glândula e sutura das extremidades, a fim de mantê-la aberta, impedindo que outro cisto se forme.

Bartolinectomia acontece em casos mais extremos, quando fica necessária a remoção das glândulas.

Pode ser câncer também.

O câncer na vulva é uma doença relativamente rara e lenta, que afeta a região íntima da mulher.

O ginecologista pode reconhecer facilmente em uma consulta de rotina, e por isso é tão importante ir ao médico pelo menos uma vez por ano.

Dessa forma, é possível descobrir o problema cedo e evitar que ele se espalhe.

Qualquer mulher está suscetível a ter câncer na vulva, porém as mais velhas são mais vulneráveis.

Os primeiros sintomas são a coceira e um inchaço, que pode virar um caroço.

O caroço pode virar uma ferida, caso seja coçado, e também pode descamar espontaneamente.

As mulheres que têm HPV e que tenham mais de cinquenta anos são mais prováveis de desenvolver o câncer na vulva ou mesmo na vagina.

Aquelas que têm inflamações, irritações e infecções vaginais também estão mais propensas.

O tratamento do câncer de vulva consiste em radioterapia e cirurgia.

Um bom médico vai avaliar atentamente todas as regiões próximas, inclusive os linfonodos inguinais, que ficam na virilha.

O câncer, como sabemos, não pode ser subestimado, e precisa ser tratado com agilidade.

Não deixe de consultar o médico

Sabemos que a internet ajuda muito e sempre podemos encontrar assuntos novos. Porém, ela não forma médicos, enfermeiros e muito menos especialistas.

Consulte um ginecologista regularmente e se notar qualquer coisa diferente, corra atrás de saber do que se trata.

 

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148 Comentários

  1. Renata disse:

    Bom dia
    No mês de setembro menstruei normal com ciclo de 8dias depois de 4 dias começou um pequeno sangramento que durou por 13 dias (só sujava o protetor) continuei a ter relação com meu marido agora estou com 17 dias de atraso ,posso está gravida

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